Pular para o conteúdo principal

Em busca da paz


Em busca da Paz


"Segurar o bastão da palavra é invocar a sabedoria, a honra e a compaixão que residem no centro do círculo e em nós mesmos. A ideia de criar um círculo de semelhantes, é um propósito comum...de igual para igual. O círculo é uma figura contida, segura, uterina. É um símbolo de totalidade. É primordial que exista confiança, que seja tratado com respeito, um espaço de liberdade. Um espelho, no qual cada um vê-se a si mesmo refletido. Onde, descobrir quem somos, e quem podemos chegar a ser.
Quem fez parte de um círculo sagrado pode levar esse Espírito, provando que essa forma de comunicação é essencial para um mundo pacífico."
(O círculo - Texto de Irene Guimarey Villar).


No momento em que nos vemos envolvido por um redemoinho de discórdias do qual não é possível escapar sem arranhões, a incerteza toma o lugar da segurança e a discórdia substitui a harmonia. A história mostra que a vida humana tem sido uma sequência de momentos de relativa harmonia, entremeados de momentos tensos e tempos de guerra. Talvez este seja apenas mais um momento de tensões que pode resultar em caminhos novos sem passar por abalos sociais com perdas irreparáveis. A atitude de cada cidadão vai definir como serão os próximos tempos. É tempo de transformar o redemoinho em circulo de paz, onde pessoas de boa vontade discutirão soluções em vez de críticas. Na sociedade complexa e gigantesca em que vivemos, não é possível viver sem governos. As regras estão estabelecidas, mas a confiança foi quebrada. A tarefa de restaurar esta confiança é árdua e requer tempo, sabedoria e ideias claras sobre os caminhos a seguir. Não há receitas. Não há caminhos fáceis. Que a justiça alcance a todos os que devem, sem qualquer discriminação. Que nosso povo saiba exigir seus direitos, mas saiba de igual forma, cumprir com seus deveres. Que cada um que segure o bastão da palavra invoque a sabedoria, a honra e a compaixão e que possa espelhar-se em seu semelhante na construção de um Brasil mais justo e harmônico.
                                                                       jmg

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Deixando voar uma borboleta

Criar um livro que não lê mas vê.       Sempre que inicio um livro de artista começo questionando esse termo. Na minha concepção de desse tipo de obra, o termo adequado seria LIVRARTE. Livre, livro, livrar, voar na arte. Este pequeno "livrarte" surgiu da ideia de voo. Não um voo qualquer, mas aquele voo que sonha. Aquele voo que um dia acontece, mesmo que seja numa outra forma. Quem mais representa isto do que uma borboleta, o símbolo da renovação, ou do renascimento? Livre para escolher a forma, veio a angústia de formatar leveza e liberdade atreladas a um livro. Encontrei do formato pop up a solução apropriada para voar. Foi um voo incerto, tímido, ainda preso a um fita, mas voei com a persistência do "gusano" dessa lenda belíssima que compartilho com vocês.    "LA FUERZA DE LOS SUEÑOS"      Había una vez un gusano que se había enamorado de una flor.  Era por supuesto, un amor imposible, pero el animalito no quería seducirla   ni ...

POR QUE DESENHAR?

O texto abaixo, escrito por Fabio Mestriner, aponta o significado do desenho desde a pré-história até os dias de hoje. Dele selecionei apenas os aspectos mais significativos que, ao meu ver, apontam o valor do desenho de forma clara e abrangente. Desenho a bico de pena, 50x50cm - 2007 Autor: Jane Maria Godoy B.   O INESTIMÁVEL VALOR DO DESENHO   01/12/2015  ARTIGO   POR  FABIO MESTRINER Embora possa haver dúvidas e diferentes interpretações sobre suas intenções, o gesto está lá, gravado na pedra do tempo como registro indelével de que ali estiveram homens. Ainda que primitivos e no início de sua jornada, eles existiram e deixaram as toscas marcas que os incluíram na história da humanidade. Os petroglifos, sinais ou figuras singelas gravadas na rocha são considerados as primeiras expressões deixadas pelo homem pré-histórico. Algumas destas marcas são imagens reconhecíveis, é possível perceber homens e alguns de seus objetos, animais, o sol, a lua, as est...

Em busca de caminhos em tempos de mudanças

Como caminhar por difíceis caminhos, as vezes escuros, as vezes íngremes, as vezes isolados? O mundo dividido em duas direções, como se fosse uma linha única, esquecidos que estamos de que o espaço é multidimensional e são muitas as direções possíveis. Talvez a primeira atitude seja parar, respirar fundo e olhar em todas as direções com olhos atentos. Descansar dessa realidade confusa, que nos empurra em direções opostas, é condição para escolhermos caminhos mais claros e mais empáticos. Não podemos abraçar? Não, mas ainda podemos falar. Reunir a família pode? Na maioria dos casos não pode, mas pode lembrar de ligar, mandar mensagem, deixar claro que "EU ESTOU CONTIGO, TE QUERO BEM, VAMOS RESISTIR JUNTOS. Não pode aglomerar? Também não, mas pode estar junto usando as devidas precauções. Não temos governos competentes? Lamentavelmente não, mas temos livre arbítrio para buscar o que precisamos, para exercitar a empatia que nos torna mais humanos, mais solidários e, com certeza, meno...