A OBRA DE ARTE: COMPOSIÇÃO, CONTEÚDO, ELEMENTOS VISUAIS
Um dos momentos mais
gratificantes da vida ocorre naquela fração de segundo em que aquilo que nos é
familiar assume, de repente, a aura estonteante do que é profundamente novo.
Esses instantes de iluminação são demasiadamente infreqüentes, mais incomuns do
que comuns; a maior parte do tempo, permanecemos imersos no que é mundano e
trivial. Aí vem a surpresa: o que parece mundano e trivial é a própria essência
das descobertas. A única diferença é a nossa perspectiva, a nossa disposição de
colocar as peças de maneira diferente e ver configurações onde, um momento
antes, víamos somente sombras.”(Edward B. Lindman - Thinking in Future Tense)
A elaboração de uma obra de
arte requer a manipulação de elementos visuais com os quais o artista dispõe,
arranja ou organiza a forma final de maneira expressiva. Com estes elementos
ela transforma as dimensões do espaço enriquecendo-as, criando tensões,
contraste ou planos de maneira reveladora de suas experiências e visão de vida.
Os elementos visuais - LINHA, SUPERFÍCIE, VOLUME E COR - podem ser comparados a
um alfabeto com o qual o artista transforma a superfície em espaço expressivo,
dando-lhe uma forma final a que chamamos COMPOSIÇÃO. Esta linguagem visual está
presente em todas as obras de arte, em maior ou menor grau, nem sempre
apresentando todos os elementos reunidos numa única obra. Ao contrário da
linguagem das palavras, os elementos visuais não têm significados
preestabelecidos, nada representam, não são símbolos de nada e não definem nada
antes de fazerem parte do contexto formal, mas cada um deles configura o espaço
de modo diferente e com isto se caracterizam.
Podemos encontrar estes
elementos de forma natural numa paisagem, por exemplo, ou compostos
artificialmente, como num quadro, fotografia ou mesmo num jardim programado
pelo seu idealizador. No espaço natural percebemos três dimensões - altura,
largura e profundidade. A estas acrescente-se a dimensão tempo, fundamental
para a composição pois o movimento visual se dá no espaço e no tempo. Quando
percorremos com o olhar um determinado espaço, ocupamos um certa fração de
tempo, que pode ser maior ou menor de
acordo com a disposição ou organização do elementos visuais. Em arte nem sempre
os espaços são representados por três dimensões mais o tempo. Estas
representações têm sido diferentes nos diversos períodos e/ou escolas
artísticas, valorizando uma ou outra, ou todas as dimensões através de
combinações variadas. São muitos os espaços válidos e possíveis em arte. “É
pelas dimensões espaciais articuladas por cada elemento, na específica
organização de um espaço, que se caracterizam os elementos visuais.” (Fayga
Ostrower)
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| Desconheço o autor dessa obra |
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| Autor: Jane Maria Godoy B. |
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| Publicada em revista sobre arte indígena sem indicação de autor. |



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