Já está programado o Módulo II da Oficina de Arteterapia no Artificis. Neste módulo vamos vivenciar os ciclos da vida e o poder de criarmos as tessituras, luzes e sombras dos caminhos. Compartilhamos com o universo a grande teia da vida, que nos conecta a todos os demais seres. Plantamos nossas sementes, brotamos na direção da luz e dividimos nossa sombra amiga com nossos parceiros de tramas e fios. A grande tecelã tira de si própria os fios com que tece seu universo e, como todos os símbolos, possui atributos diversos em cada cultura - é símbolo da ordem cósmica, é a tecelã dos sentidos, representa a fragilidade. Simboliza a criação da vida em seus aspectos de multiplicação e crescimento, ou a ação do destino. Tecer pode ser um ato de expansão, como na teia da aranha, ou um ato de reclusão como no casulo da borboleta. Descobrir a qualidade do tecido resultante de nossas tramas é o primeiro passo para fazer dele um universo mais acolhedor.
Criar um livro que não lê mas vê. Sempre que inicio um livro de artista começo questionando esse termo. Na minha concepção de desse tipo de obra, o termo adequado seria LIVRARTE. Livre, livro, livrar, voar na arte. Este pequeno "livrarte" surgiu da ideia de voo. Não um voo qualquer, mas aquele voo que sonha. Aquele voo que um dia acontece, mesmo que seja numa outra forma. Quem mais representa isto do que uma borboleta, o símbolo da renovação, ou do renascimento? Livre para escolher a forma, veio a angústia de formatar leveza e liberdade atreladas a um livro. Encontrei do formato pop up a solução apropriada para voar. Foi um voo incerto, tímido, ainda preso a um fita, mas voei com a persistência do "gusano" dessa lenda belíssima que compartilho com vocês. "LA FUERZA DE LOS SUEÑOS" Había una vez un gusano que se había enamorado de una flor. Era por supuesto, un amor imposible, pero el animalito no quería seducirla ni ...

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