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Finalmente encontrei coragem para voltar ao papel de aluna. Em março deste ano iniciei o curso de ARTETERAPIA, na CENTRARTE, onde estou redescobrindo o prazer de vivenciar experiências novas. As dúvidas e preocupações dos primeiros dias começam a desaparecer substituidas pela certeza de estar percorrendo um caminho fascinante e pelo sentimento gratificante de ter feito uma escolha certa. Não é de hoje que a arte como instrumento terapêutico atrai minha atenção. Nestes 20 anos de envolvimento com diversas formas de processos artísticos, em especial o ensino de desenho e cerâmica, desenvolvidos no Artificis, percebi que, mesmo sem a intenção de desenvolver atividade terapêutica, os processos criativos que são inerentes à produção de arte produzem resultados que vão muito além da obra resultante destes processos. Vi pessoas iniciando no desenho, descobrindo a alegria de perceber belezas até então escondidas para elas. Outras descobrindo a própria sensibilidade ao manipular o barro; algumas percebendo que, ao colar pedaços de papel para formar um mosaico, estavam recompondo a própria vida, juntando pedaços transformados em imagens novas.
Após as primeiras aulas/encontros na CENTRARTE percebi estar em contato com pessoas especiais. Cada qual com seus proprios problemas mas com um objetivo em mente - desenvolver habilidades que permitam levar esperança, soluções ou alívio ao sofrimento de muitos segmentos da sociedade que, por uma ou muitas razões, encontram-se isolados, feridos em sua dignidade, abandonados à própria sorte, ou simplesmente sem rumo. Sentindo a necessidade de um redirecionamento em minha própria vida, tenho bons motivos para acreditar que o trabalho com ARTETERAPIA pode ser um caminho a ser trilhado.

Uma criação a quatro mãos sobre um CD resultou numa mandala que recriei no Photoshop.

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