Tem dias que gente acorda sentindo uma tristeza inexplicável. Às vezes basta abrir a janela e o sol faz o milagre. Às vezes é preciso vasculhar o baú de lembranças para espantar as lembranças ruins e reencontrar com a leveza da alma registrada em imagens que, em algum momento, não pareciam significativas. É preciso resinificar cada uma delas e dar a elas o peso devido. Preparando a oficina de máscaras, encontrei-me com minhas próprias máscaras e com o sentido, ou parte do sentido da busca que realizei há anos atrás percorrendo a estética do carnaval - a festa dos mascarados. Durante mais de três anos, as imagens do carnaval, com suas cores, suas máscaras, sua alegria embalada por razões nem sempre claras, preencheram meu imaginário e meus registros no papel. Descobri pouco sobre o verdadeiro sentido da festa e parei quando as imagens mostradas em revistas e jornais pareciam uma máscara da máscara - uma outra fantasia imposta pelo mercado vendedor de ilusões.


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As figuras do povo e suas fantasias improvisadas ou sofisticadas extravasando as dores e alegrias da alma em coreografias cheias de ritmo.
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| Envolta em sonhos e dobras, a mulher canta, requebra, lança na avenida sua sensualidade como quem está em transe. |
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| No meio da alegria, um dedo aponta o outro lado... |
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Um dos meus desenhos favoritos. O passista marca os passos de sua musa.
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