Pular para o conteúdo principal
Fotografia - Jane Maria Godoy B.




Por que ARTETERAPIA?

Artificis atelier – 2014

Arteterapia: Benefícios e a quem se destina

A Arteterapia beneficia pessoas de todas as idades, de ambos os sexos, independentemente de sua classe social ou cultural; se está com saudável ou não, se tem habilidades artísticas ou não. O grande destaque para a Arteterapia é sua contribuição efetiva para a melhora da qualidade de vida de seus participantes, promovendo novas e reais possibilidades de inclusão na sociedade. A qualidade de vida melhora quando o indivíduo é valorizado por si e pela sociedade, pelo respeito, auto-estima, saúde, felicidade, sentir-se útil, amar e ser amado. Claro está que uma pessoa nessas condições aumenta o seu potencial para renovar todo processo de relacionamentos, tanto intrapessoal quando interpessoal, desfrutando alegremente de um convívio saudável consigo mesmo e com a sociedade, com melhores condições de interatividade e participação para o crescimento de todos. A afetividade, ao nortear o equilíbrio emocional, será a alavanca determinante para outras conquistas mais voltadas para o “ser” do que para o “ter”. As conquistas do “ser” são duradouras, nos campos intelectuais, afetivos, emocionais e espirituais. A Arteterapia promove o encontro da pessoa consigo mesma, de forma suave, lúdica, sem artifícios invasivos e admoestadores. É, sobretudo, sensível às suas necessidades e sonhos de realização!
Os processos utilizados na Arteterapia são alicerçados na criatividade e no relacionamento respeitoso com o arteterapeuta e seus participantes. O despertar da criatividade é inequívoco, acontece com absoluta naturalidade, espontaneidade e fluidez, porque não se exige de ninguém habilidades artísticas de qualquer natureza.
Segundo a AATA - American Association of Art Therapy - Associação Americana de Arteterapia: ”A arteterapia está baseada na crença de que o processo criativo, envolvido na atividade artística, é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas.” Por meio do criar em arte e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros; aumentar sua auto-estima; lidar melhor com sintomas, estresses e experiências traumáticas; desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.
“Os Arteterapeutas oferecem seus serviços individualmente e como parte de equipes profissionais, em contextos que incluem saúde mental, reabilitação, instituições médicas, legais, centros de recuperação, programas comunitários, escolas, instituições sociais, empresas, ateliês e prática privada”
(Fonte: Ciornai, Selma., (org)., Percursos em Arteterapia, Arteterapia Gestáltica, Arte em Psicoterapia, Supervisão em Arteterapia, SP Summus Editora, 2004, p.8/9).
Sylvio Le Sueur
“Existem inúmeras possibilidades de conceituar arteterapia. Uma delas é considerá-la como um processo terapêutico decorrente da utilização de modalidades expressivas diversas, que servem a materialização de símbolos. Estas criações simbólicas expressam e representam níveis profundos e inconscientes da psique, configurando um documentário que permite o confronto, no nível da consciência, destas informações, propiciando insights e posterior transformação e expansão da estrutura psíquica. Uma outra forma de dizer, poderá ser simplesmente terapia através da Arte.”
Embora seja necessário localizar com muito cuidado, de que é mesmo que se fala, quando se emprega a palavra arte, pois neste contexto, arte referencia – o processo expressivo – da forma mais ampla e abrangente que se pode empregá-lo. Não haverá assim, a preocupação estética e com técnicas, sendo privilegiada a possibilidade de expressão e comunicação e o resgate e ampliação de possibilidades criativas. O universo dominante em arteterapia é o da sensorialidade e da materialidade: texturas, cores, formas, volumes, linhas. E integrar-se e movimentar-se nesse universo
requer atenção e preparo. Angela Philippini


A arte oferece uma visão (insight) sobre o eu interno e envolve os participantes em um processo do lado direito do cérebro.


Às vezes, o que emerge é "O conhecido impensado" (Picasso).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Deixando voar uma borboleta

Criar um livro que não lê mas vê.       Sempre que inicio um livro de artista começo questionando esse termo. Na minha concepção de desse tipo de obra, o termo adequado seria LIVRARTE. Livre, livro, livrar, voar na arte. Este pequeno "livrarte" surgiu da ideia de voo. Não um voo qualquer, mas aquele voo que sonha. Aquele voo que um dia acontece, mesmo que seja numa outra forma. Quem mais representa isto do que uma borboleta, o símbolo da renovação, ou do renascimento? Livre para escolher a forma, veio a angústia de formatar leveza e liberdade atreladas a um livro. Encontrei do formato pop up a solução apropriada para voar. Foi um voo incerto, tímido, ainda preso a um fita, mas voei com a persistência do "gusano" dessa lenda belíssima que compartilho com vocês.    "LA FUERZA DE LOS SUEÑOS"      Había una vez un gusano que se había enamorado de una flor.  Era por supuesto, un amor imposible, pero el animalito no quería seducirla   ni ...

POR QUE DESENHAR?

O texto abaixo, escrito por Fabio Mestriner, aponta o significado do desenho desde a pré-história até os dias de hoje. Dele selecionei apenas os aspectos mais significativos que, ao meu ver, apontam o valor do desenho de forma clara e abrangente. Desenho a bico de pena, 50x50cm - 2007 Autor: Jane Maria Godoy B.   O INESTIMÁVEL VALOR DO DESENHO   01/12/2015  ARTIGO   POR  FABIO MESTRINER Embora possa haver dúvidas e diferentes interpretações sobre suas intenções, o gesto está lá, gravado na pedra do tempo como registro indelével de que ali estiveram homens. Ainda que primitivos e no início de sua jornada, eles existiram e deixaram as toscas marcas que os incluíram na história da humanidade. Os petroglifos, sinais ou figuras singelas gravadas na rocha são considerados as primeiras expressões deixadas pelo homem pré-histórico. Algumas destas marcas são imagens reconhecíveis, é possível perceber homens e alguns de seus objetos, animais, o sol, a lua, as est...

Em busca de caminhos em tempos de mudanças

Como caminhar por difíceis caminhos, as vezes escuros, as vezes íngremes, as vezes isolados? O mundo dividido em duas direções, como se fosse uma linha única, esquecidos que estamos de que o espaço é multidimensional e são muitas as direções possíveis. Talvez a primeira atitude seja parar, respirar fundo e olhar em todas as direções com olhos atentos. Descansar dessa realidade confusa, que nos empurra em direções opostas, é condição para escolhermos caminhos mais claros e mais empáticos. Não podemos abraçar? Não, mas ainda podemos falar. Reunir a família pode? Na maioria dos casos não pode, mas pode lembrar de ligar, mandar mensagem, deixar claro que "EU ESTOU CONTIGO, TE QUERO BEM, VAMOS RESISTIR JUNTOS. Não pode aglomerar? Também não, mas pode estar junto usando as devidas precauções. Não temos governos competentes? Lamentavelmente não, mas temos livre arbítrio para buscar o que precisamos, para exercitar a empatia que nos torna mais humanos, mais solidários e, com certeza, meno...