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Mostrando postagens com o rótulo Livros de artista

O Livro Azul

Veio da Espanha uma convocatória para participação em exposição coletiva com o tema "Livro Azul". Um tema proposto é uma provocação profunda na criatividade porque nos desloca, aparentemente, de nosso tema natural. Demorei tanto para desenvolver a ideia que perdi o prazo de envio. A experiência foi valiosa em todos os sentidos. Descobri que um tema dado não anula um tema que povoa nossa mente. Testei meu próprio ritmo de criação e o processo que conduz essa criação ao resultado final. Apesar da lentidão, trilhei um caminho diferente na criação de imagens - a colagem, técnica com a qual eu não tinha intimidade. O resultado não chegou a satisfazer-me plenamente mas o processo abriu novos caminhos e provocou mudanças importantes no  meu jeito de encarar desafios. Concluí o Livro Azul em formato sanfona, unindo harmonicamente o tema proposto com meu tema íntimo, o universo. Este foi o resultado.                      ...

Mallarmé e sua visão antecidada do livro interativo.

Quando optei pelo Livro de Artista como forma de expressar formas e temas, minha curiosidade por tudo o que se refere ao tema "livro" foi aumentando no mesmo ritmo que aumentava meu fascínio por esta forma de arte. Numa de minhas buscas encontrei este texto de Ronaldo Entler, muito interessante sobre Mallarmé e seu "LIVRE". Peço licença ao site Arte Acaso para reproduzi-lo na íntegra. Texto inédito, produzido originalmente para o site   Arte Acaso . O livro infinito de Mallarmé Ronaldo Entler, 2002 Apesar de sempre ter sido um objeto de culto - como receptáculo do conhecimento - o livro se constituiu historicamente como elemento neutro, mero suporte para a palavra. Para a poesia, seu maior   rapport   artístico, o livro era ainda a situação intermediária e provisória do texto que, com sua cadência, sonoridade, rimas, visava à palavra falada, mais do que a escrita. Talvez tenha sido Mallarmé o primeiro a pensar o livro como algo ma...